domingo, 22 de maio de 2011
"Não vamos falar da situação precária da nossa educação?"
sexta-feira, 13 de maio de 2011
SEU NOME É SUA MARCA. Em tempos de redes sociais, já é hora de rever sua imagem?
Em suas obras, Philip Kotler resume Marketing como sendo um conjunto de ações estratégicas planejadas por uma organização para que esta não só sobreviva, mas também tenha uma vantagem competitiva no mercado. Para Max Gehringer, administrador e consultor de carreiras, “é o conjunto de ferramentas que uma empresa usa para fazer com que seus produtos sejam conhecidos, apreciados e comprados”.
Voltamos, assim, ao uso indiscriminado das redes sociais, com participações em sua maioria inúteis (apenas para dizer “eu tenho um perfil no twitter”, por exemplo), exposição demasiada de imagens pessoais que talvez não devessem existir nem escondidas no fundo de gavetas do guarda-roupa, a utilização dessas mídias para deturpar informações comprometendo a própria vida pessoal e profissional, além de atingir terceiros (o que pode acarretar sérios processos judiciais).
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Alunos da disciplina Redação Publicitária criam campanha para incentivar a doação de sangue
terça-feira, 28 de setembro de 2010
A falta de mão de obra na área digital
Crescimento robusto da publicidade online vem acompanhado de grandes dificuldades para contratar
Ao mesmo tempo em que esse cenário é celebrado, porém, um problema assola o mercado digital: a escassez de profissionais que dominem ou estejam comprometidos em desbravar o universo da publicidade online. Segundo Luciana Bastos, diretora da área voltada ao recrutamento digital da The Talent Business, os problemas para contratação estão em todas as disciplinas e abrangem os mais variados níveis de experiência, sendo que os cargos que exigem maior maturidade apresentam demanda mais latente.
Apesar disso, Luciana vê como positivo e inevitável o aumento de jovens profissionais na cadeia digital. Para ela, é preciso apenas que as agências e outros empregadores passem a investir pesado em capacitação para formar líderes no médio prazo. Sua opinião é compartilhada por César Paz, presidente da Associação Brasileira das Agências Digitais (Abradi) e da AG2 Publicis Modem. “As agências digitais crescem, em média, 30% ao ano. Não há desemprego nesse setor, sendo que qualquer agência de médio porte tem entre 10 e 15 vagas em aberto. Nesse cenário, a rotatividade é inevitável e alterá-lo exige menos apelo salarial e mais propostas diferenciadas de projetos e desafios”, acredita Paz.
Para Vinícius Reis, CEO da Euro RSCG 4D Brasil, a falta de equilíbrio entre competência e salário vem se tornando o grande desafio para a ampliação de sua equipe. “Carrego comigo a pesquisa da Abradi sobre cargos e salários para ter coerência na hora de contratar. O problema é que, com frequência, não consigo me distanciar dos valores máximos impressos no levantamento”, conta. “Trata-se de um círculo vicioso em que os seniores são muito valorizados e escassos, o que acaba encarecendo toda a cadeia com profissionais intermediários e juniores. Isso acarreta em uma dificuldade até mesmo para recrutar gente nova e formar mão de obra”, acrescenta Reis.
Sobram oportunidades
Arquitetos de informação, programadores, gerentes de projetos, analistas de search marketing. Para todos esses cargos existem demandas não atendidas. No entanto, entre os inúmeros postos que sofrem com carência de mão de obra especializada, a bola da vez no mundo online é o profissional dedicado ao planejamento.
“Uma pessoa capaz de pensar a comunicação de maneira estratégica mesclando visões dos mundos on e off-line, mas tratando o digital como centro da comunicação está muito difícil de encontrar. Além disso, o mercado digital precisa cada vez mais de profissionais apaixonados pelos problemas do cliente e que estejam preparados para pensarem suas carreiras no médio prazo”, acredita Fabiano Coura, diretor de planejamento da R/GA.
Para o executivo, existe ainda uma quantidade razoável de profissionais empregados e não satisfeitos com o que fazem. “Encontrar essas pessoas que, no geral, são movidas pelo desafio e pela vontade de fazer o mercado evoluir pode ser uma fórmula de sucesso diante desse cenário”, afirma.
Outra agência de renome internacional recém-chegada ao mercado nacional, a Razorfish está em constante processo de busca por mão de obra. Para Fernando Tassinari, diretor geral da operação brasileira, porém, as dificuldades em encontrar profissionais ainda não têm sido alarmante a ponto de fazer a “roda travar”. “Fazemos as escolhas muito baseadas em indicação. Claro que os processos de recrutamento não são rápidos e precisam ser bem pensados, mas estamos também dispostos a desenvolver os talentos que aparecem”, conta Tassinari.
De acordo com Ari Meneghini, diretor executivo do IAB Brasil, todos os dias a entidade recebe ligações de pessoas em busca de recomendações para vagas em aberto. “Anunciantes também estão em busca de pessoas para fazerem a interface com as agências digitais e que entendam o mercado. Isso também vem aumentando a concorrência por talentos”, comenta Meneghini.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Marketing: marcas são esculturas de significado
Por Fernando Jucá (Diretor Associado do Grupo Troiano de Branding)
Fonte: Mundo do Marketing (www.mundodomarketing.com.br)
18/06/2010
Profissionais de marketing são gerentes de significado, trabalhando com esculturas de significado que naturalmente os consumidores estão aptos a produzir
A proposta mais interessante que encontrei foi, para minha surpresa, a de um antropólogo, o americano Grant McCracken. Ele sugere – absolutamente não de forma inédita, mas de modo bastante assertivo – que profissionais de marketing são, em essência, “gerentes de significado”. Crescimento de market share, resultados financeiros positivos... o sucesso deste executivo é sempre diretamente ligado à eficácia com que ele constrói significado para marcas.
E então McCracken acrescenta que significados não são criados do nada, eles têm sua origem na cultura: o conjunto de crenças, valores, comportamentos e instituições que organizam a vida em sociedade. É nesta preciosa fonte que bebem os profissionais de marketing, buscando significados que são então gerenciados para agregar valor a um determinado produto ou serviço, construir marcas e retornar posteriormente para a vida do consumidor.
Faz sentido para você? Para mim fez. Tanto que continuei navegando nos mares da antropologia e constatei que diversos autores escreveram sobre as operações mentais que pessoas, vivendo em sociedade, naturalmente fazem para atribuir significados, e portanto valor, a coisas ou objetos (ou, se você preferir, produtos). Sempre comparando os resultados desta investigação com o que efetivamente acontece no universo das marcas, comecei a catalogar essas diferentes, e “ancestrais”, operações mentais e finalmente as organizei em 12 tipos.
Claro, não pretendo que esta lista seja exaustiva e definitiva. Espero sim que ela seja fonte de inspiração. Pois acredito que é da profunda compreensão das motivações envolvidas nestas “naturais esculturas de significado humanas” que nasce o talentoso profissional de marketing. Note bem que em cada uma destas “esculturas” o tangível não muda, ou pelo menos, não necessariamente. O que é esculpido e modelado são os significados atribuídos à coisa material:
1. De “coisa” para... “Amuleto”
Operação mental em que é atribuído um “poder mágico” a determinado objeto. Exemplo ouvido recentemente de um jovem: “nossa, com este tênis parece que sou capaz até de voar...”
2. De “coisa” para... “Ingresso”
Objeto cuja posse culturalmente passa a implicar, ou ao menos facilitar, a aceitação em um desejado grupo social, mesmo que não formalmente constituído. Exemplo: ser assinante de determinada revista contribui para que o consumidor seja percebido como um “intelectual”.
3. De “coisa” para...“Personagem”
Operação mental em que o objeto ganha significado e valor ao passar a fazer parte do enredo da vida da pessoa, como um personagem. Exemplo: o cartão de crédito que esteve comigo em todas as fases da minha vida.
4. De “coisa” para...“Caça”
Operação em que significado e valor são atribuídos ao objeto em razão de características do próprio processo de busca e aquisição. Exemplo atual: “itens de coleção, quando até uma simples figurinha ganha um valor inestimável”.
5. De “coisa” para...“Ponte”
O objeto ganha significado quando culturalmente se torna uma ponte para aproximar pessoas e facilitar a interação social. Esta ponte pode ser “física”, quando, por exemplo, a coisa se torna um presente, ou “emocional”, quando a ponte surge de um tema de interesse comum que o objeto desperta. Exemplo: uma camiseta com ilustrações inspiradas em um filme ou programa de TV.
6. De “coisa” para...“Autêntico” Normalmente, operação mental que acontece no vetor temporal: objeto ganha significado ao se tornar um representante fiel de iniciativa ou momento valorizado do passado. Exemplo pessoal: o “baleiro” que orgulhosamente exibo na minha sala.
7. De “coisa” para...“Exótico”
Operação mental que navega no vetor espacial: objeto ganha valor quando passa a representar outras culturas ou pontos de vista. Exemplo: um vaso com motivos africanos.
8. De “coisa” para... “Troféu”
O que se torna escasso ou limitado, inclusive por meio do preço, ganha significado ao delimitar territórios sociais. Exemplos proliferam no mercado de luxo.
9. De “coisa” para...“Saber”
Objeto que também passa a delimitar territórios sociais, só que principalmente em função do conhecimento demandado para sua utilização e fruição. Exemplo obrigatório: uma garrafa de vinho.
10. De “coisa” para...“Bandeira”
Objeto que se torna símbolo de um desejo humano maior, como liberdade, amor, mudança ou a pátria. Exemplo antológico: uma motocicleta Harley-Davidson.
11. De “coisa” para...“Arte”
Objeto que passa a ser descrito como exemplo da inventividade humana e da nossa capacidade de transcender o meramente biológico. Exemplos abundam na gastronomia: “isto não é comida apenas, são pepitas de chocolate trufado”.
12. De “coisa” para...“Sagrado”
Objeto cujo significado mais evidente é transferido de outra pessoa, não raramente uma celebridade, que detinha a posse anterior da coisa ou que se envolveu na sua produção e consumo. Exemplo: o “perfume de Antonio Banderas”.
Em resumo: profissionais de marketing são gerentes de significado, trabalhando com esculturas de significado que naturalmente os consumidores estão aptos a produzir. Em certo sentido, nós não inventamos nada. Construímos significado quando gerenciamos eficazmente – estimulando e compartilhando com consumidores - um processo que é fundamentalmente humano.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
McKee: "Mente humana vê a vida como uma história"
Robert McKee, tido como o grande guru dos roteiristas de Hollywood, ensinou em palestra no Wave como aplicar as técnicas do cinema à publicidade
Contar histórias é algo tão natural que a própria mente humana enxerga a vida como um grande roteiro de acontecimentos passados e futuros. Robert McKee, considerado um dos maiores gurus dos roteiristas de Hollywood, garantiu em palestra na tarde desta quarta-feira, dia 19, no Wave Festival que a teoria é corroborada por diversos estudiosos de psicologia, antropologia e outras ciências. Isso, segundo ele, explica o fascínio que o ser humano tem por contar e ouvir histórias desde os primórdios da história. "Na época pré-histórica, os caminhos e os rituais eram memorizados como um roteiro", disse McKee, numa das mais concorridas palestras deste ano no Wave.
Seguir algumas regras e procedimentos na elaboração destas histórias, no entanto, podem fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso seja de uma super-produção cinematográfica ou mesmo um comercial de 30 segundos. Mas o sucesso, avisa, não tem receita de bolo. "É preciso escrever com paixão, seguindo o coração, e torcer para que a sua história seja bem sucedida em capturar a imaginação do público. Não há fórmula para antecipar isso, apenas torcer", reconhece McKee.
Na publicidade, onde na maioria das vezes a missão precisa ser executada em um minuto ou metade disso, McKee explica que a persuasão quase sempre segue o caminho da sedução via retórica ou emoções. "Na retórica você apela ao intelecto do consumidor, apresentando argumentos concretos para convencê-lo a comprar seu produto", explicou McKee.
No apelo emocional os dez principais elementos usados pela publicidade, segundo ele, seriam natureza, comunidades, prazeres físicos, poder social, vitórias, estética, conhecimento, saúde, espiritualidade e sexo. Quando se opta por uma história, diz McKee, são colocadas em ação as vertentes racionais e emocionais num único tiro. Quanto esse for o caminho a ser seguido, mais uma vez o mestre dos roteiristas diz que é preciso levar em conta a dinâmica da vida real.
"Na vida calculamos os riscos de forma muito conservadora antes de tomar decisões e o leque de conseqüências fica restrito. Na ficção podemos manipular isso de forma mais livre, mas levando em conta os elementos necessários para envolver o espectador e criar empatia com os personagens", ensina.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
“EI, VOCÊ AÍ! ME DÁ UM DINHEIRO AÍ. ME DÁ UM DINHEIRO AÍ...”
Mal passaram as festas de Natal e Ano Novo e já chegou o carnaval. Aliás, dizem que no Brasil só se começa a trabalhar mesmo depois desta festa. Isso não é verdade. Quantos de nós não paramos de trabalhar nem durante as festas? Sem contar que muitas pessoas aguardam ansiosamente esses períodos para ganhar um extra ou conseguir um trabalho.
O Carnaval 2010 começa “oficialmente” no dia 13 de fevereiro, sábado. Digo oficialmente porque em algumas cidades brasileiras começa até trinta dias antes. Mas, e o que você tem a ver com isso? Ora, essa é mais uma oportunidade de negócios. “Se não pode com eles, junte-se a eles”. O comércio também gira (e muito) no carnaval: roupas mais leves, chinelos, fantasias, acessórios, alimentação, gelo, caixas de isopor, águas, refrigerantes, cerveja (principalmente) e aquela carne para o churrasco são produtos que disparam em vendas. E ainda tem as pessoas que não gostam da folia e se retiram para lugares mais calmos ou viajam para ver a família, enfim, sempre há o que fazer ou o que comprar nesta data.
Se a sua empresa está direta ou indiretamente ligada a esta festividade, aproveite e faça seu planejamento com antecedência para não ficar só olhando a banda (ou o trio elétrico) passar. Veja algumas dicas:
• Os mais atentos já devem ter começado a preparar seus estoques desde o fim do ano de 2009, mas um reforço de 15 dias antes da festividade sempre é necessário. Antecipe as compras e negocie com a indústria para ter preços mais competitivos;
• Entre no ritmo da folia decorando sua empresa ou loja. Até detalhes no uniforme dos funcionários pode entrar na brincadeira;
• Crie produtos especiais para a época, promoções de verão, enfim, use a criatividade para atrair clientes;
• Ofereça brindes com a sua marca ligados à data;
• E, é claro, anuncie. Para te auxiliar no planejamento das ações e em sua comunicação, conte sempre com um publicitário.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Procuram-se professores.
Ms. em Estudos Culturais/Publicitária/Profª.
Entre as teorias sobre a publicidade e propaganda, talvez a primordial seja o conceito A.I.D.A., isto é, uma mensagem publicitária deve chamar a atenção, gerar interesse, despertar o desejo e levar o público alvo à ação. Outro conceito importante diz respeito aos grupos de referência, aqueles com os quais um indivíduo se relaciona e utiliza como ponto de comparação na formação de seus valores, atitudes ou comportamento. Mas por que falar desses conceitos? Há vários em comunicação; por ora, esses dois bastam para analisar uma propaganda do Governo Federal que está sendo veiculada em cadeia nacional.
O objetivo da propaganda é atrair novos professores para a rede pública de ensino. O problema já tem até nome: “apagão escolar”. Cada vez menos jovens querem ser professores e mais professores desistem da profissão. De acordo com o Instituto de Estatísticas da UNESCO (UIS), o Brasil terá de contratar 396 mil novos docentes até 2015. O difícil está sendo achar candidatos. Se os jovens não querem mais abraçar a carreira que era o sonho no passado, é porque já viram a realidade na sala de aula: professores desmotivados e falta de infraestrutura para a realização de um bom trabalho. Além disso, outras profissões lhes oferecem salários melhores, benefícios e reconhecimento social.
Contra todos esses fatores, a referida propaganda traz o seguinte texto:
“Locução em Off (voz masculina):Alguns países mostraram uma grande capacidade de se desenvolver social e economicamente nos últimos 30 anos. Nós perguntamos a pessoas desses países: “Qual é, na sua opinião, o profissional responsável pelo desenvolvimento?”
Locução On (pessoas de diversos países - Inglaterra, Finlândia, Alemanha, Coréia do Sul, Espanha, Holanda e França - respondem a mesma palavra): O professor.
Locução em On (mulher negra, professora, com livros nas mãos): Venha construir um país mais desenvolvido, mais justo, com oportunidades para todos. Seja um professor.
Locução em Off (voz feminina) Informe-se no Portal do MEC. Ministério da Educação. Brasil, um país de todos”.
Ao pesquisar os números da educação nos países apontados na propaganda do Governo, é assustadora a disparidade com os nossos índices. De acordo com relatório “Panorama da Educação 2008” da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), enquanto os países citados na tal propaganda investem entre seis a oito mil dólares por aluno anualmente no ensino fundamental e médio, o que equivale a cerca de R$12.600,00 por aluno, o Brasil gasta cerca de R$2.700,00. Temos também uma das menores porcentagens do PIB gasto em educação, com 4,4%. Enquanto França e Finlândia, por exemplo, investem 6,0% e Coréia do Sul, 7,2%.
Utilizando o mesmo relatório da OCDE, ao comparar, em 2006, os salários de professores com o nível mínimo de qualificação exigido para a certificação no ensino fundamental e no ensino médio em instituições públicas nesses países, o susto é ainda maior. O salário inicial varia de vinte e cinco mil dólares anuais na França (cerca de R$3.800,00 por mês) até quarenta mil dólares na Alemanha (cerca de R$6.200,00 mensais). Enquanto no Brasil, o salário atual para os professores da educação básica é de R$ 950,00 mensais para a jornada de 40 horas semanais. Haja propaganda para reverter esse quadro.
Depois de formados, os jovens sonham com um futuro melhor. E dados os números expostos, esse futuro, com certeza, não está no caminho da docência. Mas o principal equívoco nessa propaganda, ironicamente intitulada no site do MEC de “valorização do professor”, é que ela se esquece dos grupos de referência. Isso mesmo. Os jovens têm em seus professores atuais o seu maior grupo de referência, ou seja, eles veem todos os dias muitos motivos para não escolher essa profissão. Portanto, a propaganda não gera interesse no “produto” (ser professor), não desperta o desejo; logo, não levará à ação.
Mas a mensagem chama a atenção; pelo menos a minha, que mais uma vez fiquei chocada com a coragem do Governo Lula. Desta vez de comparar a valorização e o respeito ao professor nos países citados na propaganda com o descaso com o qual somos tratados no Brasil. Fica a pergunta: desde quando propaganda resolve políticas educacionais mal elaboradas?

sábado, 6 de junho de 2009
Campanha "Informação" - TCE/MT
A campanha trabalhou com o conceito de que a falta de informação são as amarras que prendem o cidadão na ignorância dos fatos e, como conseqüência, é como se estivesse no escuro sem nada ver, sem possibilidade de falar e de mãos atadas. O portal do cidadão abre os olhos, dá voz e possibilidade de ação ao cidadão, pois solta as amarras para a participação no processo do controle das contas públicas.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
domingo, 29 de março de 2009
sábado, 22 de novembro de 2008
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Vida de redatora....rsrsrs
sábado, 23 de agosto de 2008
E por falar em eleição
1 - Lei de simplificação e do inimigo único: preocupação em simplificar ao máximo as mensagens - quase a ponto de torná-las fórmulas facilmente decoráveis (daí a importância do slogan e da palavra de ordem). Ao mesmo tempo, busca-se - a cada nova mensagem - focar apenas um inimigo. E uma das formas de simplificação que isso assume é individualizar esse adversário. Este é atacado enquanto se procura resguardar seus apoiadores, que se deseja conquistar.
2 - Lei da ampliação e desfiguração: tendência a utilizar o noticiário em proveito próprio, colocando em evidência todas as informações que possam ser favoráveis aos objetivos da propaganda. Uma citação feita fora do contexto é um exemplo de desfiguração.
3 - Lei da orquestração: a repetição de uma mesma mensagem, sob formas diferentes, ou seja, a permanência de um tema apresentado de maneira variada ilustra essa lei. Sobretudo quando a mensagem é repetida por todos os órgãos de propaganda e adaptada aos diferentes públicos. O tom e a argumentação levam em conta a natureza destes.
4 - Lei da transfusão: trata-se da tendência a identificar e explorar o sentimento popular em proveito próprio, o que se dá a partir do reconhecimento de que é mais fácil manipular a opinião pública a partir de uma base de crenças existentes do que por idéias novas. Naturalmente, os argumentos são trabalhados para servirem aos fins da propaganda política.
5 - Lei da unanimidade e de contágio: está relacionada com a tentativa de reforçar ou criar, mesmo artificialmente, unanimidades, a fim de conseguir apoios de indecisos pelo "contágio". Está ligada à tendência psicológica humana a fugir do isolamento, que leva muitas pessoas a aderirem ao que parece comum a todos.
Contrapropaganda
A contrapropaganda política, isto é, a propaganda de combate às teses de um adversário possui certas características inerentes, que são as seguintes:
1 - Busca “desmontar” os argumentos do adversário, assinalando os temas que podem ser mais facilmente combatidos por terem conteúdo lógico fraco, serem contraditórios etc.
2 – Busca atacar os pontos fracos do adversário. Esse é um preceito fundamental da estratégia da contrapropaganda: encontrar o ponto fraco do adversário e explorá-lo ao máximo.
3 – Não atacar frontalmente uma propaganda adversária quando esta se mostrar poderosa. Se as pessoas estão convencidas de algo (eventualmente por uma propaganda), é melhor partir dessa mesma opinião para combatê-la e modificá-la. Deve-se buscar ganhar a opinião alheia aos poucos, e para isso é preciso estabelecer um terreno comum de interlocução. Por isso, não se deve negar de imediato o que as pessoas acreditam ser bom, já que isso impedirá a discussão.
4 – Atacar e desconsiderar o adversário, apelando para argumentos pessoais, desconsiderando-o. A busca das contradições e aspectos que possam desacreditar o oponente é importante para colocá-lo numa posição de inferioridade
5 – Colocar a propaganda do adversário em contradição com os fatos (seja por fotos, anteriores declarações, testemunhos etc.).
6 – Ridicularizar o adversário, imitando seu estilo ou argumentação de modo a representá-lo como ridículo. E isso que faz, por exemplo, Chaplin, em O grande ditador.
7 – Fazer predominar seu “clima de força”, ou seja, tentar impor sua linguagem ao adversário e à opinião pública. Por exemplo, os líderes dos sem-terra falam em “ocupação” de terras, já seus adversários em “invasão” – e ambos os grupos tentam, através da linguagem, fazer predominar determinada interpretação da realidade.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
A importância do profissional de marketing
Sua empresa tem uma marca forte? Tem planejamento a curto e longo prazo? Você sabe para onde levar sua empresa e como fazer para alcançar isso? Sua empresa é formada por uma excelência em equipe? Oferece um “algo mais ao cliente” e é a primeira a ser lembrada no seu setor? Sua empresa tem a rentabilidade esperada? Sabe lidar com as freqüentes mudanças no mercado? E, finalmente, sua empresa tem um profissional que possa te auxiliar nessas questões?
O Marketing é um sistema organizacional a partir do qual se lança mão de um conjunto de ferramentas que permitem à empresa se diferenciar no mercado e ainda buscar novas oportunidades de crescimento. Há muito tempo que grandes, médias, pequenas e micro-empresas competem pela renda dos mesmos consumidores. E nesta competição, algumas empresas são financeiramente mais sólidas que outras e, por isso, utilizam ferramentas agressivas de comunicação e marketing para buscarem a liderança no mercado. As médias, pequenas e micro empresas sabem que têm que se diferenciar no mercado, mas não vêm como. O que muitas não sabem é que elas também podem ter sucesso e prosperar utilizando-se de ferramentas de marketing de baixo custo, mas muito poderosas. Existe, no mínimo, uma centena de formas de se praticar o marketing além da propaganda.
Diante de um mercado cada vez mais competitivo, é necessário investir em ferramentas que diferencie a sua empresa das demais. Ferramentas que façam com que o cliente se lembre da sua empresa antes de ir para a concorrência. E, antes de tudo, o cliente precisa se identificar com sua empresa.
É através do marketing que a empresa irá construir e manter o conceito de sua marca, tão importante para a sobrevivência e crescimento nos dias atuais. Organize novas estratégias e pratique novas táticas para conseguir uma parcela significativa do mercado, afinal, o marketing é mais abrangente do que muitos pensam, vai muito além da propaganda em rádio, televisão, jornal e outdoor.
O objetivo de um profissional de marketing dentro de uma empresa é buscar a diferenciação desta no mercado com planejamento, acompanhando de perto todas as atividades além de controlar os resultados. O ideal é que o profissional de Marketing atue junto às agências de propaganda, assessores de imprensa e profissionais de Relações Públicas e todas as ações dependerão do produto, do seu público alvo e do seu objetivo final. Em alguns casos, uma promoção, uma palestra, um telemarketing, um evento ou um brinde são mais eficientes que uma propaganda na televisão.
É função do profissional de marketing criar, desenvolver e acompanhar todas as atividades que envolvam a comunicação da sua empresa. Sabendo, é claro, que comunicação envolve tudo, desde como seu funcionário se veste e se porta diante do cliente, passando pelo atendimento telefônico, colocação do produto na prateleira, pela comunicação do vendedor (ou promotor) até os eventos e propagandas realizadas. Nesse processo, criatividade é a palavra chave.
domingo, 30 de março de 2008
Monografia não é um bicho de sete cabeças
Diante da procura de alunos enlouquecidos pela famosa monografia ou TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) resolvi dar algumas “dicas” para ajudar um pouco nesse momento fundamental para qualquer aluno em qualquer curso de graduação. Procurarei responder às principais dúvidas que já chegaram a mim, mas não tenho a pretensão, é claro, de esgotar o assunto.
1. Escolha um tema pelo qual você tenha afinidade, que você goste mesmo porque terá que conviver com ele por um bom período. Ler muito sobre ele, acordar e dormir pensando nele. Portanto, você terá que amá-lo ou achá-lo, no mínimo, interessante.
2. Procure um professor para te orientar que também tenha afinidade com esse tema e não um orientador que você, como aluno, sempre admirou ou goste mais porque ele é o “bonzinho” da faculdade. O que você tem que pensar é que o mais importante é você realmente sair preparado da faculdade, pronto para os desafios do mercado, que não são poucos. Nenhum professor bonzinho vai te ajudar no mercado, ok? A não ser que você mostre durante os anos na faculdade que você realmente é interessado e tem potencial.
3. Não importa se o tema que você gosta não tenha muita bibliografia para consultas, afinal, um dos pré-requisitos de um estudo é que ela seja original ou, pelo menos, que seja trabalhado sob uma ótica original, que ninguém ou poucos tenham pensado ainda. Portanto, não desanime se seu tema é difícil de encontrar material. Sempre há referências a serem pesquisadas, mesmo que seja em outra área com a qual você pode “dialogar” na sua pesquisa. O que não pode é desistir por esse motivo, afinal, se ninguém se atrevesse a escrever sobre algo inédito como ficaria o mundo das pesquisas?
4. Não deixe para pensar no tema de sua monografia nos 45 minutos do segundo tempo. O ideal é que no sexto semestre ou terceiro ano você já identifique uma área com a qual tenha interesse e comece, desde então, a selecionar tudo o que você encontra sobre o assunto: recortes de jornal, matérias de revistas, bibliografias, enfim, tudo que vá ser útil para o estudo. Mesmo que depois desse esforço todo surja outro tema mais interessante, não importa, nenhum conhecimento é em vão.
5. É preciso fazer um recorte bem feito do tema a ser pesquisado, ou seja, o que você quer estudar? Um pré-projeto bem feito irá definir com clareza o que você quer fazer. Portanto, deixe bem claro: 1.0 Tema; 1.1 Delimitação do tema (por exemplo, dentro do tema a publicidade na internet, que é amplo, você focaria apenas a linguagem nesse canal; 1.2 Formulação do problema (qual o problema você quer responder ou resolver? Lembre-se: em qualquer pesquisa, se você já sabe a resposta para o seu problema, ele não é mais um problema. Portanto, como dizia Einstein “a mera formulação de um problema é, com freqüência, mais importante que a sua solução”); 1.3 hipótese (aqui você deve deixar claro o que você acha que esse estudo vai te trazer como resultado. Assim, na conclusão do trabalho você saberá exatamente se essa hipótese inicial foi realmente comprovada ou não), 1.4 Objetivos Geral e específico (quais os seus objetivos com esse estudo? Pode ser mais de um); 1.5 justificativa (qual a importância desse seu estudo? Por que você irá investir seu tempo para falar sobre isso? Essa é a justificativa, ou seja, para você falar sobre esse tema ele deve ser relevante e você deve argumentar qual é essa relevância e para quem); 1.6 Fundamentação teórica (aqui você deve embasar teoricamente sua pesquisa. Quais são os principais autores que servirão de base para todos os argumentos e conceitos trabalhados no texto? Como estamos apenas no pré-projeto, não precisa desenvolver toda a parte teórica do seu trabalho aqui, porém, o máximo que você conseguir fazer poderá ser utilizado na pesquisa; 1.7 Metodologia (aqui você explica como vai atingir seus objetivos, ou seja, que tipo de pesquisas você vai fazer? Somente bibliográfica? De campo? Enfim, deve esmiuçar as ferramentas que você utilizará para resolver o problema que você levantou inicialmente no pré-projeto); 1.8 Cronograma (desde a elaboração do pré-projeto até a conclusão da monografia, você deve ter um planejamento de quando começa e termina cada etapa); 1.9 Referência Bibliográfica (relatar todas as pesquisas que você fez para a elaboração desse pré-projeto).
6. Feito o pré-projeto, escolhido seu orientador, é hora de arregaçar as mangas e sair a campo que pode ser a biblioteca, a livraria, o cinema, os gibis, isso dependerá do seu objeto de estudo, claro. Mas o ideal é que você faça, antes disso, um pré-sumário da sua monografia que será uma espécie de “roteiro” que te mostrará por onde iniciar os estudos e como finalizará. Esse sumário mudará algumas vezes ao longo do tempo, mas o importante é que, feito agora no início, te ajudará a não se perder no longo período de leituras. Sendo assim, defina, dentro da delimitação do seu tema, o que você deverá pesquisar primeiro? E em segundo lugar? E em terceiro? Enfim, já faça uma previsão do que conterá o seu primeiro capítulo, o segundo, o terceiro, até sua conclusão e bibliografia.
7.A estrutura básica de uma monografia será composta de três capítulos e sua conclusão. No primeiro, são evidenciados os conceitos, as origens, a história do que você está trabalhando, enfim, a base teórica do seu tema. No segundo capítulo costuma-se focar na delimitação do seu tema, também fazendo uma referência histórica sobre o mesmo, o que é relevante para sua pesquisa. No terceiro capítulo foca-se na pesquisa propriamente dita, seja ela de campo ou apenas bibliográfica. Mostram-se os resultados, as considerações a respeito desses resultados, os gráficos (se houver).
8.Para escrever, é necessário ler e muito. Faça um resumo (ou um fichamento) de cada referência bibliográfica lida desde quando você se interessou pelo tema escolhido. A cada leitura feita, não esqueça de anotar a bibliografia e onde você encontrou essa referência. Isso vai te ajudar a não se perder e a localizar facilmente o material que você leu no início desse processo. Isso se chama organização.
9.Não caia na tentação de copiar material da internet. Entenda que o seu professor também conhece a ferramenta “Google” e pode localizar em segundos de onde saiu aquele texto maravilhoso que “você” escreveu. Nem preciso falar sobre a péssima impressão que você vai deixar, isso se não perder o orientador. Cuide também para não copiar trechos de livros, isso é plágio. Aprenda a ler, entender e reescrever em suas palavras, fazendo sempre a referência do autor. Para isso, leia sobre como citar referências.
10. E, por último, mas não menos importante, não faça uma monografia apenas “por fazer”, porque precisa colar grau. Tente utiliza-la como alavanca para sua entrada no mercado de trabalho, por isso a importância de escolher um tema que goste porque, provavelmente, será por meio dele que você dará seus primeiros passos no mercado de trabalho. Isso é um processo natural.
domingo, 23 de março de 2008
"A mera formulação de um problema é, com freqüência, mais importante que a sua solução, a qual pode depender apenas de habilidade matemática ou destreza xperimental. Levantar novas questões, novas possibilidades, trabalhar velhos problemas sob novos ângulos, isto sim exige imaginação criadora e assinala avanços reais no campo da ciência".
Albert Einstein
quarta-feira, 12 de março de 2008
A campanha do Youtube

Por Daniel Hessel Teich
Vídeo de sucesso no YouTube normalmente costuma ser sinônimo de celebridades flagradas em um momento constrangedor. Nas últimas semanas, essa regra infalível tem sido subvertida por um videoclipe que promove a candidatura do senador americano Barack Obama à Presidência dos Estados Unidos pelo Partido Democrata. De acordo com o site Viral Video Chart, do conglomerado inglês MediaGuardian, o vídeo Yes We Can ("Sim, nós podemos") -- produzido com trechos de discursos de Obama e protagonizado por uma constelação de astros pop -- foi o mais compartilhado da rede nos últimos 30 dias. Desde que entrou no ar, no dia 4 de fevereiro, mais de 11 milhões de pessoas baixaram o vídeo, produzido por Jesse Dylan, filho do cantor Bob Dylan, e pelo líder da banda Black Eyed Peas, William James Adams. Por 4 minutos, celebridades como a atriz Scarlett Johansson, o jogador de basquete Kareem Abdul-Jabbar e o pianista Herbie Hancock cantam trechos musicados de discursos de Obama marcados pelo refrão "Yes we can", espécie de mantra do pré-candidato do Partido Democrata. "O Yes We Can é a grande novidade política da internet", escreveu o colunista de política Alex Koppelman, da revista online Salon.
O vídeo dos artistas em apoio a Barack Obama é o exemplo mais cristalino da nova dimensão que o site YouTube -- e a própria internet -- passou a ter para o market-ing político nos Estados Unidos. Cada um à sua maneira, os três principais candidatos da disputa transformaram a rede de computadores em vitrine privilegiada de suas campanhas. Em 2007, a ex-primeira-dama e pré-candidata Hillary Clinton, que disputa com Obama a candidatura pelo Partido Democrata, estrelou ao lado do marido, Bill Clinton, um vídeo de grande sucesso no YouTube que parodiava a cena final do seriado Família Soprano (veja quadro na página seguinte). O republicano John McCain tem divulgado regularmente em seu website vídeos de discursos e eventos dos quais participa. Tanto Obama como Hillary e McCain têm páginas publicadas e constantemente atualizadas em sites de relacionamento, como MySpace e Facebook, que têm funcionado como base de mobilização de simpatizantes nas eleições primárias. Sites de busca, como Google e Yahoo!, tornaram-se parte da estratégia publicitária das campanhas, concorrendo com o rádio e a televisão na distribuição de anúncios. O comitê de campanha de McCain, por exemplo, montou uma estratégia agressiva no Google em que o anúncio com o nome do candidato aparece em buscas envolvendo mais de 2 500 palavras, como president, McCain e mesmo Obama e Clinton. "A internet tornou-se hoje para a política o que a televisão foi na década de 60 e o rádio na década de 40", disse a EXAME o consultor Peter Leyden, do New Politics Institute, centro de estudos americano especializado no estudo do impacto das novas tecnologias no marketing político.
A primeira vez em que a internet apareceu associada diretamente às campanhas políticas foi nas eleições presidenciais de 2004. Durante as primárias daquele ano, o pré-candidato democrata Howard Dean -- que disputava a indicação do partido com John Kerry -- criou um sistema de arrecadação de fundos em seu website. Por meio dele, os simpatizantes escolhiam valores entre 50 e 100 dólares e pagavam com cartão de crédito, como se fosse uma compra online. A candidatura de Dean não prosperou e Kerry foi escolhido -- e, posteriormente, também derrotado pelo presidente George W. Bush --, mas o sistema de arrecadação de fundos provou-se um sucesso.
A ESTRATÉGIA FOI ADOTADA por todos os candidatos na campanha deste ano, mas Barack Obama tem sido particularmente bem-sucedido nesse tipo de arrecadação. Em janeiro, o candidato conseguiu arrecadar o valor recorde de 36 milhões de dólares basicamente com contribuições de até 100 dólares, 90% das quais feitas pela internet. Em 26 de janeiro, o comitê de Obama registrou em apenas 1 hora 500 000 dólares em doações pela internet logo depois de o candidato vencer as primárias do estado da Carolina do Sul. "As doações online praticamente se dão em tempo real quando um candidato conquista um feito notável ou faz um discurso impactante, muitas vezes assistido na própria internet", diz Leyden, do New Politics Institute. "Os eleitores passaram a ter um poder real de influenciar as campanhas."
A excepcional performance de Obama na internet -- e a importância que sua campanha deu a esse recurso de marketing -- tem muito a ver com o perfil dos simpatizantes de sua candidatura. Obama é o candidato preferido de 61% dos jovens americanos com idade entre 18 e 24 anos, segundo uma pesquisa da rede de televisão CNN. É a parcela da população chamada de millenials (uma referência ao novo milênio), que tem grande afinidade com a internet. Entre os conselheiros de Obama está Chris Hughes, de 24 anos, co-fundador do Facebook, um dos mais populares sites de relacionamento dos Estados Unidos, com 50 milhões de usuários. Apenas em comunidades pró-Obama no Facebook estão cadastrados 355 000 membros. Por outro lado, os grupos hostis à rival de Obama na indicação do Partido Democrata, a ex-primeira-dama Hillary Clinton, agregam mais de 420 000 membros. Essa rede de apoios garante ao comitê de Obama um notável poder de mobilização via internet -- embora nem sempre isso se traduza em vitória nas primárias. Na cidade de Nova York, os partidários de Obama organizaram pela internet 292 eventos, ante apenas 13 organizados em favor de Hillary. Em São Francisco, os militantes de Obama realizaram 189 eventos, ante apenas nove de Hillary. No entanto, na totalização de votos nos estados de Nova York e da Califórnia, a política tradicional falou mais alto e Hillary venceu as primárias.
O uso da internet e do marketing viral na política se inspira, em certa medida, nas estratégias utilizadas em outro universo: o das grandes empresas. Nos últimos anos, companhias de todo o mundo têm aproveitado o poder de fogo de sites como YouTube e redes de relacionamento para fortalecer suas marcas e buscar novos consumidores, principalmente entre os jovens. O mais notável exemplo dessa estratégia foi desenvolvido pela subsidiária americana do gigante anglo-holandês dos produtos de consumo Unilever. Em 2006, a empresa criou o filme Dove Evolution, em que mostra o uso da tecnologia para transformar uma jovem comum em uma top model. O filme é até hoje um dos mais acessados do site, já atraiu mais de 15 milhões de espectadores e no ano passado foi o vencedor do Grand Prix do Festival de Publicidade de Cannes. "O uso da internet na política é uma conseqüência das inovações que começaram no setor privado", diz o consultor Leyden. "É um fenômeno que diz muito sobre como será o marketing daqui para a frente. Se eu fosse um presidente ou diretor de marketing de uma grande empresa, estaria analisando cuidadosamente cada passo desse movimento." Seja qual for o candidato vencedor das eleições presidenciais americanas, a campanha de 2008 promete entrar para a história como a primeira eleição na qual a internet teve, de fato, um peso relevante.
Três filmes relacionados à campanha eleitoral americana que se tornaram sucesso no YouTube
sábado, 1 de março de 2008

Tem que gostaR de publicidade.
Gostar de ler, e mais ainda dE escrever.
Vai escrever para uma Diversidade de meios incrível, ou seja, precisa conhecer todas as características de umA mídia.
Vai escrever sobre vários assunTos, portanto, mais um motivo para ler sobre tudo e não ter precOnceitos sobre nada. No mesmo dia pode escreveR um anúncio fúnebre e um para maternidade.
Não Pense que algum dia do redator será igual ao outro.
Deve conhecer bem as regras da língUa portuguesa, da gramática – estude.
Ser criativo, é óBvio.
Deve conhecer o cLIente.
Conhecer o produto.
“ouvIdos atentos rendem bons anúncios”
Tem que pensar muita bobagem antes de sair alguma coisa útil, mas, muitas vezes, vai ter que pensar rÁpido.
clareza para expoR as ideias (no papel e oralmente – defesa de peça, de ideia);
atualIzação é a palavra-chave (leia tudo, ouça tudo, assista tudo): obsessão pela informação.
e, conheça etimologia. O que é isso? pesquise.
"O Redator bem preparado poderá, sem sombra de dúvida, compor melhor, improvisar melhor e apresentar resultados indiscutivelmente melhores".
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Cresce interesse no uso de celulares como mídia
Alexandre Zaghi Lemos
11/02 - 13:58
Para muitos especialistas, em pouco tempo os aparelhos celulares, smartphones e PDAs serão o principal suporte de convergência das mídias. Apesar de ainda longe de materializar tal previsão, o mercado brasileiro tem se mostrado terreno promissor, pois conta com alta penetração dos celulares (que já somam mais de 120 milhões de linhas ativas), freqüente troca de aparelhos por modelos mais modernos (o que garante rápida adesão às novas tecnologias) e iminente proliferação das redes de telefonia móvel de terceira geração - 3G (freqüências que irão turbinar o acesso móvel à internet).
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Graças ao marketing, (infelizmente) o cigarro resiste
Maria AngelaO fato é que, mesmo sendo proibida de anunciar seus produtos e tendo uma péssima imagem mundial, de acordo com a revista Exame[1], a indústria do fumo continua sendo uma das mais lucrativas do mundo, tendo o faturamento das multinacionais do setor uma taxa média de 3% de crescimento. Como isso é possível? Diante de tanta adversidade, essa indústria não estaria fadada ao fim? A resposta é: estratégias eficientes de marketing.
Dentre as principais ações de marketing adotadas pelo setor constam: a) uma mudança de discurso ao admitir que, sim, o cigarro faz mal à saúde, reduzindo assim os constantes desgastes com os órgãos fiscais do setor; b) aumento de preços para compensar a queda no volume de vendas; c) foco nos países emergentes visando a troca dos cigarros baratos por mais caros, graças ao aumento da renda nesses locais; d) inovação: para não ficar para trás e resistir às mudanças culturais e de consumo, a indústria lança uma versão do cigarro para mascar e desenvolve cigarros menos danosos à saúde; No Brasil, a Souza Cruz promove ainda um programa de palestras e internet para manter a proximidade com os jovens e veicula anúncios que informam sobre as ações de responsabilidade social da empresa.
Todas essas ações são mais provas para aqueles que ainda confundem publicidade com marketing de que as possibilidades são muitas e vão muito além do “plim-plim” da rede Globo.
[1] COSTA, Melina. Décadas sob ataque. E ainda poderosa. pág. 50. Publicada em 24/01/2008.





















